Hospedar-se no centro histórico é um charme: as pousadas ficam em casarões do século 18, com pé-direito alto, paredes de pedra e janelas enormes – como a Casa Turquesa, que estréia no Guia Brasil 2009 com prêmio e o selo de hotel de charme. O único inconveniente, se é que se pode chamar assim, está no bochicho das ruas, que pode atrapalhar o sono em feriados. Também há hotéis na estrada para Cunha, com clima de serra; na praia do Jabaquara, a 2 km do centro; nos bairros vizinhos à avenida central (Portal, Chácara e Parque Ipê) e no Caborê, a 10′ de caminhada da Igreja Matriz. No verão e na Flip, as diárias sobem.
Em 2008, Parati finalmente voltou a ter a velha cara dos tempos do Brasil Colônia – as casinhas brancas de portas e janelas coloridas sempre ajudaram a entrar no clima dos séculos 17 e 18, mas agora a fiação elétrica terminou de ser aterrada e as ruas estão iluminadas por lampiões. O calçamento pé-de-moleque também ganhou um trato, embora saltos altos ainda sejam proibitivos. Pensando bem, proibitivos e desnecessários, já que moradores, turistas ricos e turistas remediados andam por ali com o adequado figurino básico de bermuda, camiseta, tênis ou chinelo (andar, aliás, é a palavra certa: carros não podem circular pelo centro histórico). As novidades chegaram também ao setor hoteleiro, com a inauguração da Casa Turquesa, desde já uma das melhores da cidade.
ARTES Ilhéus? Que nada. Nacib (Marcello Mastroianni) e Gabriela (Sônia Braga) viveram sua história de amor nas ruas de Parati – pelo menos para efeito cenográfico no longa-metragem Gabriela (1983), de Bruno Barreto.
GENTE Liz Calder, a editora inglesa que teve o bom senso de lançar a série Harry Potter, tinha casa na cidade. De seu amor por Parati surgiu a idéia de organizar ali um festival literário. Assim, em 2003, surgiu a Flip, um sucesso até hoje.
O SOM MPB De Andança aos clássicos de Djavan e Chico Buarque, tocados ao vivo nos barzinhos e invariavelmente acompanhados pelo coro da clientela.
SACOLINHA Paratiana, Corisco, Maria Izabel, Coqueiro e Engenho D’Ouro são algumas das cachaças produzidas em Parati e vendidas em lojas do centro histórico. Tem envelhecida, pura, com cravo e canela… As garafas, de 300 ml a 900 ml, custam de R$ 20 a R$ 40.
SÓ TEM AQUI O Teatro de Bonecos é uma referência. Feitos de pano, os personagens só faltam falar – eles suspiram, dão gargalhadas, se apaixonam e emocionam. Garanta seu ingresso com antecedência.
CITY TOUR As praias próximas do centro da cidade não são lá essas coisas – para aproveitar de verdade, faça um passeio de escuna ou o trekking que leva ao trecho de litoral mais bonito da região, onde estão as desertas praias de Antigos e Antiguinhos. De carro, dá pra chegar a Trindade: tem surfe no mar do Cepilho, barracas na praia do Meio e piscinas naturais para um mergulho em Cachadaço. Para variar a paisagem, pegue a estrada que leva até Cunha e descubra as cachoeiras escondidas ao longo do caminho. Ou
percorra 2 km do antigo Caminho do Ouro, construído entre os séculos 18 e 19. No Cnetro Histórico onde todo mundo se encontra para bater perna e ver as lojinhas, dois programas diferentes: um concorrido e emocionante Teatro de Bonecos e uma Academia de Cozinha com aulas de culinária brasileira seguidas de um jantar.
- DDD:: 24
- Informações turísticas:: paraty.com.br, www.pmparaty.rj.gov.br
- Melhor época:: Réveillon e Carnaval são movimentadíssimos – para curtir os feriados em Parati, é preciso reservar hospedagem com antecedência. E, em julho, os turistas aumentam tanto quanto no verão. Mas aí a diversão é identificar, nas ruas e restaurantes, os escritores que participam da concorrida Flip, a Festa Literária Internacional de Parati.
- Transporte:: use barcos para visitar a ilha olhando os seus belos mares
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