Rio Grande do Norte – Com 300 dias de sol por ano, dunas, falésias e praias animadas como a da Pipa, o estado é um dos destinos favoritos dos gringos Domingo, Mai 31 2009 

foto_33O que atrai tantos gringos e jovens ao Rio Grande do Norte é uma invejável combinação de fatores. O primeiro é o solar. O estado tem 300 dias de sol por ano, provavelmente muito mais do que um dinamarquês veria durante toda a sua vida nórdica. O segundo é a mistura fantástica de encostas com falésias, baías de águas calmas com piscinas naturais e praias com ótimas ondas para surfe.
A diversão começa na capital, Natal, que fica ali onde o mapa do Brasil faz a curva para oeste. Com dunas, bugues, lagoas e o ar mais puro do continente, a cidade faz jus ao apelido de parque de diversões, a nossa Disneylândia. Ali o turista que se preza aprende a dançar forró, descobre o que quer dizer a palavra esquibunda na Lagoa de Jacumã, visita o Forte dos Reis Magos e vai conferir o maior cajueiro do mundo, em Pirangi. Depois, come camarão, bebe caipifruta e aprende que descer as dunas de Genipabu de bugue pode ser mais excitante que andar de montanha-russa.
Bem perto, rumo ao sul, outros quatro destinos atraem cada vez mais gente: Búzios, Cunhaú, Baía Formosa e Tibau do Sul, onde fica a espetacular Pipa, a principal praia natalense e “dona” da noite mais animada do litoral acima de Recife. Para o outro lado, no litoral norte, duas praias se destacam pela beleza: Galinhos e São Miguel do Gostoso, que todo mundo chama de Gostoso precisa dizer mais alguma coisa de um lugar com esse nome?

  • DDD:: 84 (Natal)
  • Informações turísticas:: www.setur.rn.gov.br
  • Melhor época:: no verão, para aproveitar as praias
  • Transporte:: carro ou bugue, para ir às praias mais afastadas

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Montevidéu – Uruguai – Uma capital com jeito de cidade do interior – fica melhor se acompanhada de vinho e tango (na voz de Gardel, claro) Quarta-feira, Mar 11 2009 

20060515-palacioA antiga cidade de São Felipe e Santiago de Montevidéu, fundada por espanhóis, sofre para encontrar títulos incontestes. Não tem o apelo turístico de Buenos Aires e já perdeu o glamour de ter sido, um dia, a capital da Suíça das Américas como foi conhecido o Uruguai nos anos 50 e 60. Com 1,5 milhão de habitantes (metade da população do país), tem o charme das pequenas cidades, a melancolia das capitais latino-americanas e um inegável ar europeu. Sem falar do tango, das carnes, dos vinhos, das lãs, do dulce de leche
Aqui todos os públicos se encontram, no teatro, no bar, na feira, no shopping. Seja para reclamar atividade na qual os orientais (como se chamam e são chamados os uruguaios), com um humor ácido e sarcástico, são craques , seja para dividir a cidade onde moram. O melhor cenário para encontrá-los, chimarrão à mão, e se misturar a eles, é a rambla, a avenida de 22 quilômetros que liga o porto ao arroio Carrasco. Ela margeia o Rio da Prata, que àquela altura tem largura de mar e cor de rio. Mas dá praia, de águas limpas e areia fina, como na altura do bairro Pocitos e Punta Carretas, onde há também barzinhos e restaurantes, abertos dia e noite. A rambla, aliás, é excelente ponto de referência na cidade. Perdido? Procure o mar (ops!, o rio) no horizonte e desça. Você vai querer é ficar por ali mesmo.
Importante: jamais discuta com um uruguaio sobre a possibilidade de Carlos Gardel, o grande ícone do tango, ser francês. Uruguaio que se preze vai defender, até a morte, que o cantor de “El día que me quieras” nasceu por lá mesmo, no interior, em Tacuarembó.

  • DDD:: 2
  • Hora local:: – 1h
  • Melhor época:: em abril, o Uruguai comemora a Semana Santa com uma grande festa popular e laica chamada Semana do Turismo. O evento conta com apresentações de rodeios e feiras pecuárias, além de exibições de arte por todo o país
  • Informações turísticas:: www.montevideo.gub.uy e www.montevideo.com.uy
  • Embaixada do Brasil em Montevidéu:: Calle Boulevard Artigas, 1328, 2/707-2119
  • Chamadas a cobrar:: 000 455 (Embratel) e 0004 055 915

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Itacaré – Bahia – Ela disputa com Trancoso o título de vilarejo de praia mais linda da Bahia Quinta-feira, Jan 8 2009 

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E de repente só se fala em Itacaré. Quem não está indo parece ter acabado de voltar. Afinal: o que é que ela tem? Antes de mais nada, muito verde: até 98 o acesso não era asfaltado, e a costa escapou de ser loteada como o resto do litoral. Graças a essa preservação ambiental, ela nasceu para o turismo com o selo “ecoaventura”.
A paisagem é sui generis na Bahia: prainhas cercadas por densa mata atlântica num astral muito mais para Ubatuba do que para Praia do Forte. A maioria delas continua selvagem, com acesso controlado pelas fazendas onde estão situadas.
A vila é antiga, construída no apogeu do cacau, e tem alguns casarões históricos que viraram pousadas e restaurantes. A maior parte dos visitantes, no entanto, fica na Praia da Concha a primeira ao lado do centro , onde existe um loteamento praticamente só de pousadas. Depois da Concha, as praias do Resende e da Tirica são points de surfistas, e a popular Ribeira é o ponto de partida para a caminhada de 40 minutos até a Prainha (contrate um guia). Fora do verão (e mesmo em julho), a vila recobra o sossego de antes da estrada. Se tudo o que você quer é andar por trilhas dentro da mata fechada e encontrar praias desertas, vai adorar.

  • DDD:: 73
  • Informações turísticas:: www.bahia.com.br
  • Melhor época:: alta temporada para quem gosta de agitação, e baixa temporada para quem prefere um pouco mais de tranqüilidade
  • Transporte:: corpo mole não combina com Itacaré. Ali se caminha. E muito: as praias ficam distantes da estrada, com acesso por trilhas íngremes.
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    Punta del Este – Uruguai – O balneário uruguaio que ganhou fama pela noite fervida tem praias lindas, restaurantes descolados e gente bonita Terça-feira, Dez 30 2008 

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    O príncipe Albert de Mônaco já passou alguns réveillons por lá. Sua irmã doidinha, Stéphanie, também. A supertop argentina Valeria Mazza tem casa na cidade, assim como muitos milionários locais e brasileiros. Dona de uma vida noturna inigualável, Punta del Este chama a atenção também pela beleza natural e pela sofisticada arquitetura. Distante 134 quilômetros de Montevidéu, localizada numa península que avança entre as águas do Rio da Prata e do Oceano Atlântico, no extremo sul do Uruguai, Punta tem uma diversidade de cenários e de atrações que deslumbra todo visitante. São quilômetros de praias, bosques de eucaliptos e pinheiros, belos casarões e extensos campos verdes e exuberantes. E o que é melhor: por quatro meses do ano tem uma vida cosmopolita para ninguém se queixar.
    A alta temporada local se estende de dezembro a março, quando a cidade se multiplica e sua população de 10 mil habitantes se converte num universo de 300 mil turistas. Nessa época o balneário ferve. Cassinos de luxo, desfiles de moda, campeonatos esportivos e intensa programação cultural transformam Punta numa interminável festa que vai além da dobradinha sol e praia. E o tradicional réveillon à beira-mar, com direito a contagem regressiva, fogos e milhares de pessoas na areia, é um espetáculo memorável.

    • DDD:: 42
    • Língua oficial:: espanhol
    • Moeda:: pesos uruguaios
    • Visto:: não
    • Informações turísticas:: www.puntaweb.com
    • Embaixada do Brasil em Montevidéu: Boulevard Artigas, 1328, 5982/707-2003/2119/2036, brasil.org.uy
    • Hora local:: horário de Brasília
    • Melhor época:: o auge da temporada é janeiro, quando brasileiros e argentinos invadem a cidade e a população se multiplica por 30. Se quiser animação, vá nessa época. Do contrário, fuja
    • Chamadas a cobrar:: 000 455 (Embratel) e 0004 055 915 (Telefônica)

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    Ilha Grande – Angra dos Reis – A segunda maior ilha marítima brasileira tem espírito selvagem, perfeito para quem gosta de imersão na natureza Segunda-feira, Dez 29 2008 

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    Maior ilha da baía de Angra dos Reis, Ilha Grande reúne mais de cem praias – entre elas, algumas das mais bonitas do Sudeste brasileiro, como Lopes Mendes, Aventureiro e Cachadaço. O arquipélago, entretanto, oferece mais que cenários idílicos. As águas cristalinas abrigam rica vida marinha; as trilhas em meio à mata Atlântica que levam às enseadas descortinam ainda rios e cachoeiras; e o clima rústico é garantido pela informalidade da Vila do Abraão, o centrinho da ilha, e a ausência de carros – para chegar lá, só de barco, partindo de Angra ou Mangaratiba, em viagem de cerca de uma hora e meia.

    Não que não haja infra-estrutura para receber o turista com conforto, pelo contrário. Mas o espírito de Ilha Grande é outro, mais selvagem, perfeito para quem curte o contato com a natureza. Basta dizer que andar de carro é proibido por aqui. Quem quiser se locomover para conhecer todas as suas atrações só tem duas opções: a pé, por trilhas bem sinalizadas que indicam até a duração do percurso, ou de barco, singrando mares de água incrivelmente transparente.
    A maioria dos visitantes instala-se na Vila Abraão, onde ficam quase todas as pousadas, restaurantes e agências de turismo e onde se respira um pouco de agito. A vida social não é o forte da ilha, é verdade, mas, afinal, cercado de tanta beleza ninguém liga muito para isso.

    DDD: 24
    Informações turísticas: www.ilhagrande.com.br
    Melhor época: no verão, para poder visitar todas as praias da ilha
    Transporte (local): usar barcos para chegar às praias, já que os carros são proibidos.
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    Parati – Ela tem o mais belo casario colonial do Brasil e nada menos que 300 praias Sábado, Dez 20 2008 

    paraty4919hHospedar-se no centro histórico é um charme: as pousadas ficam em casarões do século 18, com pé-direito alto, paredes de pedra e janelas enormes – como a Casa Turquesa, que estréia no Guia Brasil 2009 com prêmio e o selo de hotel de charme. O único inconveniente, se é que se pode chamar assim, está no bochicho das ruas, que pode atrapalhar o sono em feriados. Também há hotéis na estrada para Cunha, com clima de serra; na praia do Jabaquara, a 2 km do centro; nos bairros vizinhos à avenida central (Portal, Chácara e Parque Ipê) e no Caborê, a 10′ de caminhada da Igreja Matriz. No verão e na Flip, as diárias sobem.

     

    Em 2008, Parati finalmente voltou a ter a velha cara dos tempos do Brasil Colônia – as casinhas brancas de portas e janelas coloridas sempre ajudaram a entrar no clima dos séculos 17 e 18, mas agora a fiação elétrica terminou de ser aterrada e as ruas estão iluminadas por lampiões. O calçamento pé-de-moleque também ganhou um trato, embora saltos altos ainda sejam proibitivos. Pensando bem, proibitivos e desnecessários, já que moradores, turistas ricos e turistas remediados andam por ali com o adequado figurino básico de bermuda, camiseta, tênis ou chinelo (andar, aliás, é a palavra certa: carros não podem circular pelo centro histórico). As novidades chegaram também ao setor hoteleiro, com a inauguração da Casa Turquesa, desde já uma das melhores da cidade.

    ARTES Ilhéus? Que nada. Nacib (Marcello Mastroianni) e Gabriela (Sônia Braga) viveram sua história de amor nas ruas de Parati – pelo menos para efeito cenográfico no longa-metragem Gabriela (1983), de Bruno Barreto.
    GENTE Liz Calder, a editora inglesa que teve o bom senso de lançar a série Harry Potter, tinha casa na cidade. De seu amor por Parati surgiu a idéia de organizar ali um festival literário. Assim, em 2003, surgiu a Flip, um sucesso até hoje.
    O SOM MPB De Andança aos clássicos de Djavan e Chico Buarque, tocados ao vivo nos barzinhos e invariavelmente acompanhados pelo coro da clientela.
    SACOLINHA Paratiana, Corisco, Maria Izabel, Coqueiro e Engenho D’Ouro são algumas das cachaças produzidas em Parati e vendidas em lojas do centro histórico. Tem envelhecida, pura, com cravo e canela… As garafas, de 300 ml a 900 ml, custam de R$ 20 a R$ 40.
    SÓ TEM AQUI O Teatro de Bonecos é uma referência. Feitos de pano, os personagens só faltam falar – eles suspiram, dão gargalhadas, se apaixonam e emocionam. Garanta seu ingresso com antecedência.
    CITY TOUR As praias próximas do centro da cidade não são lá essas coisas – para aproveitar de verdade, faça um passeio de escuna ou o trekking que leva ao trecho de litoral mais bonito da região, onde estão as desertas praias de Antigos e Antiguinhos. De carro, dá pra chegar a Trindade: tem surfe no mar do Cepilho, barracas na praia do Meio e piscinas naturais para um mergulho em Cachadaço. Para variar a paisagem, pegue a estrada que leva até Cunha e descubra as cachoeiras escondidas ao longo do caminho. Ou
    percorra 2 km do antigo Caminho do Ouro, construído entre os séculos 18 e 19. No Cnetro Histórico onde todo mundo se encontra para bater perna e ver as lojinhas, dois programas diferentes: um concorrido e emocionante Teatro de Bonecos e uma Academia de Cozinha com aulas de culinária brasileira seguidas de um jantar.

     

     

    • DDD:: 24
    • Informações turísticas:: paraty.com.br, www.pmparaty.rj.gov.br
    • Melhor época:: Réveillon e Carnaval são movimentadíssimos – para curtir os feriados em Parati, é preciso reservar hospedagem com antecedência. E, em julho, os turistas aumentam tanto quanto no verão. Mas aí a diversão é identificar, nas ruas e restaurantes, os escritores que participam da concorrida Flip, a Festa Literária Internacional de Parati.
    • Transporte:: use barcos para visitar a ilha olhando os seus belos mares

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