Por Luís Perez
Mostarda, antiguidades, igrejas medievais. Ande conosco pela notável capital da Borgonha
Muito mais que por sua marcante gastronomia e mostarda! , a capital da Borgonha é um destino para apreciar a cultura em suas várias expressões. Nos séculos 14 e 15, Dijon floresceu com o ducado da Borgonha, rival do reino francês, a quem só voltaria a se submeter em 1674. Jóias arquitetônicas desse período de esplendor se vêem numa caminhada, como a imponente Igreja de St. Michel, o Palácio dos Duques e a Notre Dame. Felizmente, muito sobreviveu à expansão comercial do século 19, quando famílias chegaram para fabricar o licor de cassis tradicional bebida da região, assim como os célebres vinhos da Borgonha.
Se estiver de carro, esqueça-o. Há estacionamento no centro comercial Dauphine, rue Bossuet, 15. Já que está lá, saiba que os preços são mais baixos que os de Paris. Um croissant que na capital custa 1 em Dijon pode valer 0,70. E por instantes você se sente na Cidade Luz: há em Dijon uma livraria Fnac e até as famosas galerias Lafayette, na rue de la Liberté, 41, 8044-8212.
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Ande pela rue de la Liberté em direção à Place de la Libération. Você passará pelo Palácio dos Duques, erguido pela corte ducal para hospedar seus convidados. Lá está o Museu de Belas Artes, 8074-5270, com belo acervo de arte flamenga e os majestosos mausoléus do ducado. Mais à frente, após a Place du Théatre, fica a Igreja St. Etienne cuja primeira construção é do século 11. Logo a seguir está a de St. Michel, erguida a partir do século 15 com elementos góticos e renascentistas.
Volte então à Place du Théatre e entre à esquerda na Chabot-Charny. No número 83 está uma deliciosa patisseria, a Mourot-Devos (6), 8066-4524. Os bombons e as máscaras de chocolate são tentadores, mas procure se preservar para o banquete que sugiro, a três quarteirões dali, na Place Wilson (7). No número 10 está o Stéphane Derbord, 8067-7464 (Cc: todos). Se um bom restaurante francês começa por sua adega, não hesite: a carta aqui traz 650 opções. Uma sugestão? A lasanha de frutos do mar com molho de caviar francês da Aquitânia. Mas, como em tantas casas de Dijon, vale também ir no clássico, o bouef bourguignon (cozido de carne em vinho com cogumelo e bacon) e o escargot à la bourguignonne, aquele em que o caramujo é servido em sua própria concha, com alho e salsinha.
Agora extasiado, volte à rue de la Liberté e contorne o Palácio dos Duques. Atrás dele, na rue des Forges, veja a Notre Dame (8), de estilo gótico, edificada em tempo recorde para o século 13 (apenas 20 anos). Um quarteirão e quatro séculos a separa do Hôtel de Vogüé (9), de 1610, na rue de la Chouette. A mansão, de telhados com padronagem, foi desenhada por um discípulo de Leonardo da Vinci, Hughes Sambim. Depois avance até a próxima esquina e vire à esquerda na rue Verrerie, cheia de antiquários. Maio, aliás, é ótimo mês para os caçadores de antiguidades. De 15 a 23, há uma feira no Parque de Exposições, junto ao Palácio do Congresso. Retornando pela rue Musette até o fim, você chega ao Arco do Triunfo (10), na Place Darcy. Se a fome bater de novo, feche no La Dame DAquitaine (11), Place Bossuet, 23, 8030-4565 (Cc: todos), instalado em uma suntuosa cripta do século 13. Menus completos muito acessíveis. Há um escalope com foie gras delicioso. Seu carro estará ali perto, no centro comercial, mas será que irá querer resgatá-lo?
Fonte viajeaqui.abril.com.br
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